O sal desmpenha um papel fundamental na história da alimentação desde 2000a.C., devido a sua utilização na preservação de alimentos como carnes e peixes. Com exceção da água, o sal é o composto mais abundante no nosso planeta.
O sódio é elemento essencial à vida e indispensável ao funcionamento do organismo, está presente em dois terços dos líquidos extracelulares, mantendo o equilíbrio da água entre o interior e o entorno das células. De maneira simplificada: é a quantidade de sódio no organismo que detemina a quantidade de água dentro e fora das células, ou seja, quando há muito sódio fora da célula, a água migra para fora das mesmas de modo a "diluir" a concentração de sódio presente. Isso é algo importante e natural ao nosso organismo. Porém, quando a quantidade de sódio que ingerimos é maior que a necessária, esse excesso acarretará em excesso de água entre as células (retenção hídrica). Como consequência, o corpo fica edemaciado (inchado) e pesa mais. O sistema linfático também sofre, gerando uma inflamação local que dará lugar as temidas celulites.
Essa água que deveria ser naturalmente eliminada, fica aprisionada entre as células para tentar diluir esse excesso de sódio com isso temos um aumento no volume de sangue com consequente aumento da pressão sanguínea. A pressão arterial alta aumeta o risco de aterosclerose, ataque cardíaco (infarto) e de acidentes vascular crebral (AVC, derrame), além de poder causar insuficiência renal e perda de cálcio (agrava quadros de osteoporose).
Porém, antes de sair por aí discriminando o sódio, devemos lembrar que ele também é responsável por algumas funções de extrema importância em nosso organismo: auxilia na condução dos impulsos nervosos mantendo a função dos nervos e do cérebro e atua no controle da contração e relaxamento muscular.
Nos Estados Unidos, um levantamento mostra quais as principais origens do sódio da dieta:
- 5% adicionado durante o preparo dos alimentos;
- 6% adicionado no momento das refeiçoes;
- 12% presentes naturalmente nos alimentos;
- 77% de alimentos processados e industrializados (caldos de carne, molhos prontos, enlatados, embutidos).
Logo, devemos ter noção que mesmo sem o gosto acentuado salgado, alguns alimentos contém grandes quantidades de sódio. Leia o rótulo dos alimentos dando atenção não apenas as calorias, mas também ao teor de sódio que estes apresentam. Você irá se surpreender!
COMO DIMUNUIR O CONSUMO DE SAL SEM PERDER O SABOR
Existem diversas opções de temperos saudáveis e saborosos, ricos em propriedades antioxidantes e nutricionais. Dê chance ao alho, cebola, salsinha, manjericão, açafrão, pimenta, cominho, orégano, limão, dentre tantos. E caso ainda seja necessário a adição de sal, opte pelo light com menor teor de sódio.
Vale lembrar que o gosto pelo sal é adquirido ao longo da vida, conforme vamos tendo contato com ele. Com a redução gradual da ingestão o seu paladar vai se ajustando a nova situação e, depois de algum tempo da redução do consumo (algumas semanas), você não sentirá falta do excesso que consumia.
QUANTIDADE NECESSÁRIA DE SÓDIO
Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para indivíduos adultos saudáveis o consumo máximo deve ser de 2 gramas de sódio/dia que equivalem a 5 gramas de sal/dia.
Informações de um estudo, mostram que os brasileiros chegam a consumir até 3 vezes mais sódio que a quantidade ideal preconizada, ou seja 6 gramas de sódio/dia.
Nós podemos e devemos estar no controle de nossa pressão arterial. Existem os fatores genéticos para o aparecimentos das doenças citadas acima porém, estes podem ser significantemente reduzidos se nós estivermos atentos a quantidade de sódio que estamos consumindo. Experimente novos sabores. Cuide-se, você é único.


